Rm 9.15
Daniel Denison Whedon
“Pois diz a Moisés: Compadecer-me-ei de quem me compadecer, e terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia.”
Esta simples afirmação, de que Deus aceitará quem quiser, não decide a questão. De quem Ele se apraz ou quem Ele quer aceitar? Mas, entendido em suas conexões, ela claramente significa que, ao passo que o judeu deseja que Deus aceite todos os judeus, Deus deseja - e faz como Ele deseja - todos os crentes verdadeiros. Paulo, dessa forma, categoricamente afirma, não a vontade divina sem consideração à razão, ou sem consideração a “algo no indivíduo,” ou em consideração a alguma razão desconhecida, ou em “soberania absoluta” sobre todas as coisas, mas em total independência de raça, mérito ou arbitrariedade dos judeus. O judeu prefere um sistema de predestinação de salvação por nascimento; Deus prefere um sistema uniforme de livre agência - e conseguirá o que quer. Ele conseguirá o que quer apesar das reclamações dos predestinacionistas, sejam judeus ou calvinistas.
As regras pelas quais Deus assim quer, e absolutamente se agrada, ter misericórdia, são abundantemente reveladas na Escritura. Revelá-las e publicá-las é, de fato, o grande objetivo da Escritura. O decálogo o proclama como um Deus que “faço misericórdia a milhares dos que me amam e guardam os meus mandamentos.” “Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem maligno os seus pensamentos, e se converta ao SENHOR, que se compadecerá dele” (Is 55.7). A pretensão, portanto, de que este versículo pressupõe alguma razão incognoscível ou inexistente para suas preferências graciosas é uma fábula e uma tolice.
Tradução: Paulo Cesar Antunes
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