Aug
25
2007
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Jo 12.39 – “Por isso não podiam crer.” Esta declaração está no mesmo capítulo que o versículo 32 já consultado, “Eu, quando for levantado da terra, todos atrairei a mim.” A extensão de “todos” é abrangente. O contexto não deve ser negligenciado. Os versículos 35-36 clamam aos ouvintes para valerem-se da luz e crerem. E então, seguindo o versículo 39, no versículo 46 encontramos “todo aquele que crê,” e no versículo 47 “se alguém ouvir.” Sobre o versículo 39, J. C. Ryle disse: “Não é possível que signifique um desejo dos judeus obstado pela impossibilidade de crerem, servindo-lhes de impedimento a mesma profecia de Isaías. O nosso modo de interpretar esta frase é o seguinte: ‘Eles não podiam crer, porque se achavam no estado de cegueira e endurecimento, predito pelo profeta Isaías. Pela enormidade e multidão dos seus pecados, foram abandonados neste estado e por isso não podiam crer.’... Ele precisamente descreve a incapacidade moral de crer de um homem completamente endurecido e mau. Ele está inteiramente sob o domínio de uma consciência endurecida e insensibilizada, e, por assim dizer, perdeu a capacidade de crer.... Mesmo em nossa língua inglesa a expressão, ‘não podia,’ algumas vezes é usada no sentido de ‘não queria.’ Dessa forma os irmãos de José ‘odiaram-no, e não podiam falar com ele pacificamente’ (Gn 37.4).” (Expository Thoughts on St. John, Vol. II, p. 415) Muito similarmente diz o Pulpit Commentary: “Aquilo que em todas as várias citações desta passagem aprendemos da profecia de Isaías é que a rejeição voluntária e obstinada da Palavra Divina é punida com uma merecida retirada da faculdade de receber verdade ainda mais acessível e compreensível. Esta é a grande regra da operação divina na natureza de todos os seres morais.... Eles não podiam crer, porque, no princípio envolvido nas predições de Isaías, o governo divino foi executado, agiu conforme sua regra universal, e em conseqüência, eles dessa maneira caíram na maldição que é devida a uma negligência das coisas divinas. ‘Eles não podiam crer.’ Dessa forma, agora, assim como antes, a má vontade a Deus e à justiça leva à incapacidade moral. O pecado é punido por suas conseqüências naturais: a incredulidade é punida pela insensibilidade à evidência mais clara; o preconceito pela cegueira; a rejeição do amor divino pela incapacidade de vê-lo em seu nível máximo.” (The Pulpit Commentary, “John,” Vol. II, p. 146) Sobre João, Godet tirou a seguinte conclusão: “É claro que, dentro deste julgamento nacional, cada um permanecia livre para voltar-se para Deus pelo arrependimento e fugir do endurecimento geral. O versículo 13 de Isaías 6 e o versículo 42 de João 12 são provas disto.... A causa real da incredulidade judaica, predita por Deus, não é a predição divina. Esta causa é, em última análise, o estado moral deles mesmos.” (Commentary on the Gospel of John, Vol. II, p. 235) G. Campbell Morgan disse sobre isto: “Deve ser lembrado que Deus nunca endurece um homem até que ele tenha endurecido seu próprio coração. João citou livremente de Isaías.... Ele confirmou a própria decisão deles. Acontece exatamente o mesmo na história de Faraó. O Senhor finalmente endureceu o coração de Faraó, mas não até que Faraó tinha endurecido seu próprio coração.... Certamente não devemos entender por este resumo de João que a incredulidade era resultado de uma ação divina, impedindo a fé. Deus não faz isso. Ele ratifica a decisão humana. Se, apesar de todos os sinais, os homens recusam a evidência dos sinais, chega a hora em que essa escolha é ratificada por Deus, e eles passam para o campo da cegueira. Isto resume a totalidade da missão de nosso Senhor.... Deus ratificou uma decisão e uma atitude, às quais os homens tinham chegado por sua própria escolha.” (The Gospel According to John, p. 223) Mostrando como a verdade aqui pode tornar-se uma realidade, o Dr. Wm. E. Biederwolf disse: “Um homem não podia ser penitente se tivesse cometido o pecado imperdoável. Este é o significado de Jo 12.39: ‘Por isso eles não podiam crer.’ Eles reiteradamente se recusaram a crer quando esse poder ainda estava com eles, que sua capacidade de crer ficou enfraquecida.... Agora, se visualizar a história destes judeus, você descobrirá a natureza do pecado imperdoável. A oposição destes blasfemos judeus não teve início no dia que Ele curou os infelizes endemoniados e não terminou aí. Teve início muito antes, no próprio começo de seu ministério. Repetidas vezes a evidência de sua divindade apareceu repentinamente diante deles, mas eles fecharam seus olhos e não quiseram ver.... Eles endureceram seus corações e disseram, ‘Ele não é o Filho de Deus.’... Você pode da mesma forma firmar sua vontade contra Deus que sua vontade se estabelece, e quando isto acontece, o que foi dito desses judeus pode igualmente ser dito de você, ‘Por isso eles não podiam crer.’... Endureça seu coração por muito tempo, recusando usá-lo para o propósito que Deus o deu a você, e virá o tempo em que seu coração terá perdido para sempre a capacidade de sentir e crer.” (Evangelistic Sermons, Doctrinal Series, pp. 193, 194-195, 198-199)ssci o dom crer de um homem completamente endurecido e mau.
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