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Antonio Lazarini Neto - “Alicerces da Paternidade Cristã”

“Alicerces da Paternidade Cristã”

 

Antonio Lazarini Neto

 

“Decorrido o turno de dias de seus banquetes, chamava Jó a seus filhos e os santificava; levantava-se de madrugada e oferecia holocaustos segundo o número de todos eles, pois dizia: Talvez tenham pecado os meus filhos e blasfemado contra Deus em seu coração. Assim o fazia Jó continuamente.” Jó 1.5

 

O grande “nó” na educação de filhos nos dias atuais é, sem dúvida, a ausência de autoridade no seio da família. Talvez a própria natureza humana apresente um desconforto não só para estar debaixo de autoridade como para exercer a função de autoridade! Tedd Tripp, em seu livro “Pastoreando o Coração da Criança” suscita várias perguntas que nos levam a pensar na natureza da autoridade dos pais em relação aos seus filhos, das quais eu destaco algumas:

 

- A autoridade é investida sobre o pai ou a mãe em virtude da diferença de tamanho entre os pais e os filhos?

 

- Fomos investidos de controle por sermos mais inteligentes e mais experientes?

 

- Deus nos chamou a orientá-los porque não somos pecadores e eles o são?[1]

 

Por certo a resposta a essas perguntas é “não”. Todavia, na caminhada da maioria das famílias tidas como cristãs, a prática diária responderia “sim”! Muitos pais agem (às vezes também dizem!) de forma a dar a entender que os filhos devem obediência a eles ou porque são pequenos e eles são grandes, ou porque os filhos não têm experiência de vida ou porque olham para os filhos como pecadores reféns de certos comportamentos já há muito tempo vencidos e dominados pelos adultos.

 

No entanto, os pais são autoridade sobre os seus filhos porque Deus os colocou nesta posição. Mais ainda, os pais precisam exercer o seu papel de autoridade sobre os filhos deixando transparecer que estão fazendo essa tarefa em cumprimento às determinações divinas para o bem estar da família. Isso deve trazer transformações na atitude dos pais e, por certo, no modo como os filhos se sujeitam a eles.

 

Numa sociedade tão remota e num tempo tão primitivo, Jó demonstrou uma profunda compreensão do seu papel de pai! Ele não era apenas uma figura dentro de uma estrutura familiar, mas um pai ativo que interagia com seus filhos e abraçava a responsabilidade de instruí-los, interceder a favor deles e intervir em suas vidas.

 

Para tanto, é imprescindível reconstruir alguns alicerces para estabilizar e fortalecer a relação pais e filhos entre os cristãos. Longe de ser uma lista exaustiva, abaixo aponto algumas bases nas quais a paternidade cristã deveria se firmar.

 

1. Os pais também têm o dever de obedecer!

 

Pai e mãe precisam estar tomados por uma convicção de que a exigência para que seus filhos os obedeçam tem sua raiz no fato de que Deus os comissionou a criar os filhos na disciplina e na admoestação do Senhor (cf. Ef 6.4) e a ensiná-los no caminho da obediência (Pv 22.6). Nesse sentido, os pais também estão no exercício de sua obediência a Deus, persuadidos de que as ações paternais compostas por instruções, intervenções e até correções de disciplina nada mais são do que o “caminho da vida” (cf. Pv 6.23).

 

Assim, a relação entre pais e filhos não deveria caminhar no compasso das características pessoais de cada casal, mas na cadência dos mandamentos bíblicos impostos sobre os pais. Sendo bem pragmático, nenhum pai ou mãe deveria deixar transparecer a seus filhos que está exigindo obediência deles por estar simplesmente furioso num dado momento ou porque foi criado de um certo jeito e é conservador ou porque o modo de viver dos filhos está agredindo o seu próprio modo de ver a vida, mas, sobretudo, porque esse pai ou essa mãe está atuando debaixo da lei e da autoridade divina!

 

Os pais não podem exigir obediência de seus filhos porque seu gosto pessoal é ter filhos obedientes, mas porque Deus disse que eles precisam fazer dessa maneira. Quando os pais ensinam os filhos no caminho da obediência, mais do que realizando um sonho pessoal de ter filhos bem criados e educados, eles estão sendo fiéis às ordens divinas.

 

2. Os pais funcionam como agentes de Deus!

 

Quando saímos a campo e dialogamos com papais e mamães aqui e ali, não é difícil perceber que os casais (ou o pai sozinho e a mãe sozinha em alguns casos!) têm reduzido a tarefa da paternidade ao suprimento das necessidades básicas dos filhos, isto é, dar alimento, abrigo, vestimentas, lazer e educação escolar. Tedd Tripp lembra que Deus chamou os pais “a uma tarefa mais profunda do que alguém que cuida”.[2]

 

Os pais deveriam se ver como agentes de Deus e abraçar intensamente a tarefa de instruir, corrigir e treinar seus filhos, não apenas como “cuidadores”, mas fazendo o papel “discipuladores” que apontam aos filhos a todo momento a quem realmente estão submissos. No livro de Deuteronômio, a instrução à Israel foi “Estas palavras que, hoje, te ordeno estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te.” (6.6-7).

 

Cabe aos pais fazer dos seus filhos discípulos comprometidos com os valores sociais, morais e espirituais claramente estabelecidos na Palavra de Deus. Em última análise, a questão não é se o filho obedece ao pai ou à mãe como um escravo ao seu senhor, mas se ele os segue como um discípulo ao seu mestre.

 

3. Os pais fazem o papel de treinadores com alvos claros e bem definidos!

 

Uma parcela significativa dos pais não tem alvos bem definidos para seus filhos. Em linhas gerais as metas dos pais acabam sendo imediatistas (por exemplo, se tem um filho bebê somente querem que ele durma a noite toda!), circunstanciais (por exemplo, se tem uma filha adolescente somente não querem que ela namore tão cedo aquele garoto indesejável!) e egocêntricos (por exemplo, alguns pais querem que o filho se torne um profissional numa determinada área visando ganhar muito dinheiro!).

 

Os pais correm o risco de canalizarem todas as suas energias para uma paternidade marcada pela autossafistação. Neste caso, a pergunta aos pais não é “o que querem para si mesmos”, mas sim, “o que querem para os seus filhos?” Lançando mão de uma linguagem da área da saúde, quando os pais não têm alvos claros e bem definidos para os filhos, acabam fazendo até um bom trabalho de “correção”, mas deixam a desejar no que tange à “prevenção”!

 

A educação de um filho pode ser reduzida a correções de comportamento que emergem de situações onde, ou os pais foram envergonhados, ou estão profundamente irritados com a criança (ou adolescente, ou jovem). E isso não é bom! As ações dos filhos podem ganhar uma dimensão que ocultará as atitudes do coração. Os alvos dos pais precisam estar voltados para o coração de seus filhos, na expectativa de que, quanto às instruções dadas, eles as prenderão perpetuamente aos seus corações e serão como colares no pescoço (cf. Pv 1.8-9).

 

O texto de Provérbios 6.20-23, além de belíssimo, é bastante adequado aqui: “Filho meu, guarda o mandamento de teu pai e não deixes a instrução de tua mãe; ata-os perpetuamente ao teu coração, pendura-os ao pescoço. Quando caminhares, isso te guiará; quando te deitares, te guardará; quando acordares, falará contigo. Porque o mandamento é lâmpada, e a instrução, luz; e as repreensões da disciplina são o caminho da vida”. Se os pais não apontarem aos seus filhos a direção para onde devem ir, se não lhes mostrarem o “caminho da vida”, a possibilidade de estarem totalmente perdidos e distantes dos ideais divinos será significativamente real.

 

Concluindo, pode ser que alguém dirá: “Mas o problema é que meus filhos não me ouvem!” No entanto, eu creio que os pais podem persuadir seus filhos a uma melhor aceitação da instrução e correção. Pais e mães cristãos precisam encontrar sabedoria nas Escrituras Sagradas para lidar com seus filhos de tal modo que o coração deles se curvará em obediência e todos os processos neurais em suas mentes irão se convencer de que “o que rejeita a disciplina menospreza a sua alma, porém o que atende à repreensão adquire entendimento.” (Provérbios 15.32)

 

Fonte: http://www.vidanova.com.br/teologiadet.asp?codigo=221



[1] TRIPP, Ted. Pastoreando o Coração da Criança. São José dos Campos – SP: Editora Fiel, 2000. p. 42.

[2] Ibid, p.46.

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Perguntas Respondidas

 A pergunta surge naturalmente: se Cristo morreu por todos, por que todos não são salvos? A resposta está no simples fato de que cada um deve crer que Cristo morreu por ele antes de poder participar dos benefícios de sua morte. Em João 8.24 Jesus disse: “Porque se não crerdes que eu sou, morrereis nos vossos pecados.” Lewis Sperry Chafer declara: “A condição indicada por Cristo, sobre a qual eles (os incrédulos) podem evitar morrer nos seus pecados, não se baseia no fato de ele não morrer a seu favor, mas sim em colocarem nele a sua fé... o valor da morte de Cristo, por mais maravilhosa e completa que seja, não se aplica aos não regenerados até que venham a crer.” [Lewis Sperry Chafer, Systematic Theology (Teologia Sistemática), Dallas, TX: Dallas Seminary Press, 1947, v. III, p. 97] Esta questão de necessidade é uma aplicação pessoal, pela fé, da graça salvadora de Jesus Cristo, como ilustrado pelos detalhes da noite da páscoa. A família israelita deveria matar um cordeiro e aspergir o sangue sobre as ombreiras e a verga das portas de suas casas e os moradores deveriam então permanecer nelas. Deus disse: “O sangue vos será por sinal nas casas em que estiverdes: quando eu vir o sangue, passarei por vós, e não haverá entre vós praga destruidora, quando eu ferir a terra do Egito” (Êx 12.13). Deus não olharia no quintal onde o cordeiro fora morto, mas nas portas de cada casa. Quando visse ali o sangue, o anjo da morte não pararia. Deve haver uma aplicação pessoal, pela fé, do sangue precioso que foi derramado por nós no Calvário.

William Evans resume o assunto admiravelmente quando diz:

“A expiação é suficiente para todos; ela é eficiente para aqueles que creem em Cristo. A expiação propriamente dita, à medida que coloca a base para o trato redentor de Deus com os homens, é ilimitada; a aplicação da expiação é limitada àqueles que creem verdadeiramente em Cristo. Ele é o salvador em potencial de todos os homens; mas efetivamente só dos crentes. ‘Ora, é para esse fim que labutamos e nos esforçamos sobremodo, porquanto temos posto a nossa esperança no Deus vivo, salvador de todos os homens, especialmente dos fieis’ (1Tm 4.10).”

Fonte: Guy P. Duffield & Nathaniel M. Van Cleave, Fundamentos da Teologia Pentecostal, Vol. 1, pp. 258-260

 

Uma doutrina arminiana crucial é a graça preveniente, na qual os calvinistas também acreditam, mas os arminianos a interpretam diferentemente. A graça preveniente é simplesmente aquela graça de Deus que convence, chama, ilumina e capacita, e que precede a conversão e torna o arrependimento e a fé possíveis. Os calvinistas a interpretam como irresistível e eficaz; a pessoa em quem ela opera irá crer e arrepender-se para salvação. Os arminianos a interpretam como resistível; as pessoas são sempre capazes de resistir à graça de Deus, como a Escritura chama a atenção (At 7.51). Mas sem a graça preveniente, elas inevitavelmente e inexoravelmente resistirão à vontade de Deus por causa de sua escravidão ao pecado.

Quando falamos de “graça preveniente” estamos pensando na que “precede”, que prepara a alma para a sua entrada no estado inicial da salvação. É a graça preparatória do Espírito Santo exercida para o homem enfraquecido pelo pecado. Pelo que se refere aos impotentes, é tida como força capacitadora. É aquela manifestação da influência divina que precede a vida de regeneração completa.

Em um sentido, então, os arminianos, como os calvinistas, creem que a regeneração precede a conversão; o arrependimento e a fé são somente possíveis porque a velha natureza está sendo dominada pelo Espírito de Deus. A pessoa que recebe a total intensidade da graça preveniente (isto é, através da proclamação da Palavra e a chamada interna correspondente de Deus) não mais está morta em delitos e pecados. Entretanto, tal pessoa não está ainda completamente regenerada. A ponte entre a regeneração parcial pela graça preveniente e a completa regeneração pelo Espírito Santo é a conversão, que inclui arrependimento e fé. Estes se tornam possíveis por dádiva de Deus, mas são livres respostas da parte do indivíduo. “O Espírito opera com o concurso humano e por meio dele. Nesta cooperação, contudo, dá-se sempre à graça divina preeminência especial.”

A ênfase sobre a antecedência e preeminência da graça forma o denominador comum entre o Arminianismo e o Calvinismo. É o que torna o sinergismo arminiano “evangélico.” Os arminianos levam extremamente a sério a ênfase neotestamentária na salvação como um dom da graça que não pode ser merecido (Ef 2.8). Entretanto, as teologias arminianas e calvinistas – como todos os sinergismos e monergismos – divergem sobre o papel que os humanos desempenham na salvação. Como Wiley observa, a graça preveniente não interfere na liberdade da vontade. Ela não dobra a vontade ou torna certa a resposta da vontade. Ela somente capacita a vontade a fazer a escolha livre para cooperar ou resistir à graça. Essa cooperação não contribui para a salvação, como se Deus fizesse uma parte e os humanos fizessem outra parte. Antes, a cooperação com a graça na teologia arminiana é simplesmente não-resistência à graça. É meramente decidir permitir a graça fazer sua obra renunciando a todas as tentativas de auto-justificação e auto-purificação e admitindo que somente Cristo pode salvar. Todavia, Deus não toma esta decisão pelo indivíduo; é uma decisão que os indivíduos, sob a pressão da graça preveniente, devem tormar por si mesmos.

Fonte: Roger E. Olson, Arminian Theology: Myths and Realities, p. 35-36

A morte de Cristo por todos os homens pode ser concluída de diversas passagens das Escrituras:

1 – Daquelas que dizem que ele morreu por “todo homem”, por “todos os homens”, por “todos”, pelo “mundo”, por “todo o mundo”:

Pois o amor de Cristo nos constrange, porque julgamos assim: se um morreu por todos, logo todos morreram; e ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou. [2Co 5.14-15]

Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem. O qual se deu a si mesmo em preço de redenção por todos, para servir de testemunho a seu tempo. [1Tm 2.5-6]

Vemos, porém, coroado de glória e de honra aquele Jesus que fora feito um pouco menor do que os anjos, por causa da paixão da morte, para que, pela graça de Deus, provasse a morte por todos. [Hb 2.9]

E ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo. [1Jo 2.2]

2 – Daquelas que dizem que Deus em Cristo reconciliou o mundo:

Pois que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões; e nos encarregou da palavra da reconciliação. [2Co 5.19]

3 – Daquelas que dizem que Cristo daria sua vida pelo mundo:

Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém comer deste pão, viverá para sempre; e o pão que eu der é a minha carne, que eu darei pela vida do mundo. [Jo 6.51]

4 – Daquelas que dizem que a graça veio sobre todos os homens:

Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus; sendo justificados gratuitamente pela sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus. [Rm 3.23-24]

Portanto, assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação e vida. [Rm 5.18]

Porque a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens. [Tt 2.11]

5 – Daquelas que dizem que Deus deseja a salvação de todos os homens:

Dize-lhes: Vivo eu, diz o Senhor Deus, que não tenho prazer na morte do ímpio, mas em que o ímpio se converta do seu caminho, e viva. Convertei-vos, convertei-vos dos vossos maus caminhos; pois, por que razão morrereis, ó casa de Israel? [Ez 33.11]

Porque isto é bom e agradável diante de Deus nosso Salvador, que quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade. [1Tm 2.3-4]

O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; porém é longânimo para convosco, não querendo que ninguém se perca, senão que todos venham a arrepender-se. [2Pe 3.9]

6 – Daquelas que dizem que o Evangelho deve ser pregado a todos os homens:

E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado. [Mc 16.15-16]

E disse-lhes: Assim está escrito, e assim convinha que o Cristo padecesse, e ao terceiro dia ressuscitasse dentre os mortos, e em seu nome se pregasse o arrependimento e a remissão dos pecados, em todas as nações, começando por Jerusalém. [Lc 24.46-47]

Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos os homens, e em todo o lugar, que se arrependam. [At 17.30]

7 – Daquelas que dizem que Jesus veio salvar os perdidos:

Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido. [Lc 19.10]

8 – Daquelas que dizem que Jesus é o Salvador do mundo ou de todos os homens:

E diziam à mulher: Já não é pela tua palavra que nós cremos; pois agora nós mesmos temos ouvido e sabemos que este é verdadeiramente o Salvador do mundo. [Jo 4.42]

Pois para isto é que trabalhamos e lutamos, porque temos posto a nossa esperança no Deus vivo, que é o Salvador de todos os homens, especialmente dos que crêem. [1Tm 4.10]

E nós temos visto, e testificamos que o Pai enviou seu Filho como Salvador do mundo. [1Jo 4.14]

9 – Daquelas que dizem que Jesus veio salvar o mundo:

No dia seguinte João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. [Jo 1.29]

Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu filho unigênito para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. [Jo 3.16-17]

E, se alguém ouvir as minhas palavras, e não as guardar, eu não o julgo; pois eu vim, não para julgar o mundo, mas para salvar o mundo. [Jo 12.47]

Ressuscitando Deus a seu Filho Jesus, primeiro o enviou a vós, para que nisso vos abençoasse, no apartar, a cada um de vós, das vossas maldades. [At 3.26]

10 – Daquelas que dizem que Jesus se entregou por aqueles que o rejeitam:

Disse-lhes, pois, Jesus: Na verdade, na verdade vos digo: Moisés não vos deu o pão do céu; mas meu Pai vos dá o verdadeiro pão do céu. Porque o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo. [Jo 6.32-33]

11 – Daquelas que dizem que Jesus morreu pelos judeus:

Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas, cada um se desviava pelo seu caminho; mas o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de todos nós. [Is 53.6]

Ora ele não disse isto de si mesmo, mas, sendo o sumo sacerdote naquele ano, profetizou que Jesus devia morrer pela nação. [Jo 11:51]

12 – Daquelas que dizem que Jesus morreu pelos ímpios ou veio salvá-los:

Pois, quando ainda éramos fracos, Cristo morreu a seu tempo pelos ímpios. [Rm 5.6]

Esta é uma palavra fiel, e digna de toda a aceitação, que Cristo Jesus veio ao mundo, para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal. [1Tm 1:15]

13 – Daquelas que dizem que Jesus morreu por aqueles que se perdem ou que correm risco de se perderem:

Mas, se por causa da comida se contrista teu irmão, já não andas conforme o amor. Não destruas por causa da tua comida aquele por quem Cristo morreu. [Rm 14.15]

Pela tua ciência, pois, perece aquele que é fraco, o teu irmão por quem Cristo morreu. [1Co 8.11]

De quanto maior castigo cuidais vós será julgado merecedor aquele que pisar o Filho de Deus, e tiver por profano o sangue da aliança com que foi santificado, e fizer agravo ao Espírito da graça? [Hb 10:29]

Mas houve também entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá falsos mestres, os quais introduzirão encobertamente heresias destruidoras, negando até o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição. [2Pe 2.1]

Artigo 1

Que Deus, por um eterno e imutável plano em Jesus Cristo, seu Filho, antes que fossem postos os fundamentos do mundo, determinou salvar, de entre a raça humana que tinha caído no pecado – em Cristo, por causa de Cristo e através de Cristo – aqueles que, pela graça do Santo Espírito, crerem neste seu Filho e que, pela mesma graça, perseverarem na mesma fé e obediência de fé até o fim; e, por outro lado, deixar sob o pecado e a ira os costumazes e descrentes, condenando-os como alheios a Cristo, segundo a palavra do Evangelho de Jo 3.36 e outras passagens da Escritura.

 Artigo 2

Que, em concordância com isso, Jesus Cristo, o Salvador do mundo, morreu por todos e cada um dos homens, de modo que obteve para todos, por sua morte na cruz, reconciliação e remissão dos pecados; contudo, de tal modo que ninguém é participante desta remissão senão os crentes.

 Artigo 3

Que o homem não possui por si mesmo graça salvadora, nem as obras de sua própria vontade, de modo que, em seu estado de apostasia e pecado para si mesmo e por si mesmo, não pode pensar nada que seja bom – nada, a saber, que seja verdadeiramente bom, tal como a fé que salva antes de qualquer outra coisa. Mas que é necessário que, por Deus em Cristo e através de seu Santo Espírito, seja gerado de novo e renovado em entendimento, afeições e vontade e em todas as suas faculdades, para que seja capacitado a entender, pensar, querer e praticar o que é verdadeiramente bom, segundo a Palavra de Deus [Jo 15.5].

 Artigo 4

Que esta graça de Deus é o começo, a continuação e o fim de todo o bem; de modo que nem mesmo o homem regenerado pode pensar, querer ou praticar qualquer bem, nem resistir a qualquer tentação para o mal sem a graça precedente (ou preveniente) que desperta, assiste e coopera. De modo que todas as obras boas e todos os movimentos para o bem, que podem ser concebidos em pensamento, devem ser atribuídos à graça de Deus em Cristo. Mas, quanto ao modo de operação, a graça não é irresistível, porque está escrito de muitos que eles resistiram ao Espírito Santo [At 7 e alibi passim].

 Artigo 5

Que aqueles que são enxertados em Cristo por uma verdadeira fé, e que assim foram feitos participantes de seu vivificante Espírito, são abundantemente dotados de poder para lutar contra Satã, o pecado, o mundo e sua própria carne, e de ganhar a vitória; sempre – bem entendido – com o auxílio da graça do Espírito Santo, com a assistência de Jesus Cristo em todas as suas tentações, através de seu Espírito; o qual estende para eles suas mãos e (tão somente sob a condição de que eles estejam preparados para a luta, que peçam seu auxílio e não deixar de ajudar-se a si mesmos) os impele e sustenta, de modo que, por nenhum engano ou violência de Satã, sejam transviados ou tirados das mãos de Cristo [Jo 10.28]. Mas quanto à questão se eles não são capazes de, por preguiça e negligência, esquecer o início de sua vida em Cristo e de novamente abraçar o presente mundo, de modo a se afastarem da santa doutrina que uma vez lhes foi entregue, de perder a sua boa consciência e de negligenciar a graça – isto deve ser assunto de uma pesquisa mais acurada nas Santas Escrituras antes que possamos ensiná-lo com inteira segurança.

A cláusula final, porque a fé não é de todos, visa ser uma explicação da conduta hostil dalguns. aqui pode ser entendida no sentido de confiança (nem todos os homens exercem fé) ou, menos provavelmente, como o corpo da fé (nem todos os homens aceitam a fé). As versões oferecidas por Frame, pág. 292, “pois a fé não é para todos” e “não são todos que são atraídos pela fé,” são menos prováveis que a de “porque nem todos os homens têm fé” (RSV), que entende a cláusula como espelho de experiência de Paulo. A declaração talvez pareça um pouco banal e desnecessária. Terá maior relevância se for visto não tanto como conclusão daquilo que acaba de ser dito quanto como introdução ao versículo seguinte; ou seja, Paulo a escreveu para servir de ligação com o versículo seguinte ao invés de ser uma declaração importante isoladamente. Ao mesmo tempo, a cláusula transmite o reconhecimento de Paulo de que, embora a oração seja em prol da pregação bem-sucedida da palavra, nem todos creem nem crerão.

I. Howard Marshall, I e II Tessalonicenses: Introdução e Comentário, p. 250

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