Sep
15
2007
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Jo 15.16 – “Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós.” Aqui, os problemas aparecem somente quando alguém pára no meio do versículo. Continue lendo, e quando toda a declaração é considerada, será visto que se refere ao serviço ou trabalho desempenhado na vinha do Senhor: “para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça.” Marvin R. Vincent disse sobre este verso: “Ele os designou para que produzissem frutos, e para que obtivessem as respostas às suas orações que os faria frutíferos.” (Ênfase do autor. Word Studies in the New Testament, Vol. II, p. 253) Alguns consideram que este versículo inclui o serviço cristão em geral; outros, na verdade, como se referindo quase exclusivamente aos apóstolos. G. Campbell Morgan disse sobre este texto: “Ele estava falando aos onze, obviamente; mas por meio deles Ele estava falando a todos que eles representavam.... Eu vos escolhi, e vos nomeei, para quê? ‘Para que vades e deis frutos, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vo-lo conceda.’... Eu vos escolhi a fim de produzir frutos, e para que possais fazer assim, eu vos escolhi para pedir, e dessa forma entrar em contato com Deus, para que os frutos possam ser fartos.” (The Gospel According to John, p. 256) O Dr. Julius R. Mantey, gramático grego e recentemente professor no Northern Baptist Theological Seminary, disse sobre este versículo: “O propósito da escolha do Senhor não era para eles apenas; era para outros – para que vades e deis frutos. Este versículo continua a imagem do vinho e da vindima. O propósito do discipulado e o da videira são idênticos; ambos devem produzir. Cada um deve reproduzir sua espécie. Isto quer dizer que ‘produzindo frutos’ ajudamos a gerar outros discípulos.” (The Evangelical Commentary, “The Gospel of John,” p. 304) No mesmo comentário, o Dr. G. A. Turner observou, “Eles são escolhidos para servir. A escolha aqui é primeiramente para serviço antes que para salvação. A iniciativa vem do Senhor. É Ele quem envia trabalhadores para a vinha, mas Sua iniciativa está unida à aquiescência humana ao comando para orar.” (Ibid, p. 307) Milligan e Moulton, no International Revision Commentary estão igualmente seguros: “Eles os ‘escolheu’ – uma escolha que aqui nada tem a ver com a eterna predestinação, mas somente com a sua escolha do mundo depois que eles estavam nele. Ele os ‘nomeou,’ e colocou-os na posição que eles deviam ocupar em seu cargo de responsabilidade.... Não pode ser outra coisa senão a saída deles ao mundo para assumirem o lugar dele, para produzirem frutos para a glória do Pai, e retornarem com esses frutos à casa do seu Pai.” (“John,” pp. 327-328) O Pulpit Commentary coloca desta forma: “Eu vos destinei para desempenhar um trabalho que me é precioso e essencial ao meu reino. Cristo já vos disse... que ‘separado’ dele ‘não podeis fazer nada.’... Eu vos nomeei como meus apóstolos e representantes, para trabalhar em meu nome.... Os ‘frutos’ seriam a conseqüência permanente das ‘maiores obras’ que eles seriam chamados a fazer.” (The Pulpit Commentary, “John,” Vol. II, pp. 272-273) Godet em seu comentário sobre João acreditava que este versículo fala “daquela obra que constitui a mais nobre atividade da qual o homem pode ser julgado digno. Pelo termo : Eu vos escolhi, Ele alude, como em 6.70 e 13.18, ao ato solene de sua eleição ao apostolado.... O fruto indica aqui a comunicação da vida espiritual que eles possuem a outros homens.” (John, Vol. II, pp. 300-301) Não é de se admirar, então, que Oliver B. Greene disse: “Jo 15.16 foi falado a um grupo de homens que o Senhor Jesus tinha escolhido para um ministério especial. Deus ainda escolhe indivíduos para executar um ministério especial – mas isso não tem nada a ver com alguém sendo eleito para ser salvo enquanto outros não são eleitos para ser salvos.” (Predestination, p. 28)
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