Mar
19
2008
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V. O ESPÍRITO SANTO Existem três erros principais e fundamentais que dizem respeito ao Espírito Santo: 1. Ele é simplesmente outro nome para o Pai. 2. É mera figura de retórica para a influência da Divindade. O autor do “Ecce Homo” considera o Espírito Santo como o “Esprit de corps,” ou o entusiasmo da Sociedade de Cristãos. As várias formas do Racionalismo consideram-no como uma energia de Deus e não como uma pessoa, isto é, como ente racional e inteligente. 3. É mera criatura. Em refutação dos dois primeiros erros, nossa atenção depara com o importante fato que frequentemente este Espírito é associado, nas Escrituras, com o Pai e o Filho, de ambos os quais não se nega a personalidade distinta. Vejam-se os argumentos sobre a Trindade. Sua personalidade é indicada não só pelo batizar-se e abençoar-se em seu NOME, Mt 28.19; 2Co 13.14, como também pelo seu amor sentimental, Rm 15.30, e dor, Ef 4.30; pelo seu ato de permissão, At 14.16; presença, Jo 14.16; ensino, Jo 14.26; 1Jo 2.27; nomeação, At 13.2; mandato, At 13.4; intercessão, Rm 8.26; convicção do pecado, Jo 16.8; regeneração, Jo 6.63; Tt 3.5; testemunho, Rm 8.16; santificação, 1Co 6.11; inspiração, 2Pe 1.21; e especialmente pelo fato de que o pecado contra ele é imperdoável, Mt 12.31. Em refutação da terceira heresia, a terceira pessoa na associação tem todos os nomes, perfeições e obras peculiares à Divindade, imputadas a ela, e é, portanto, essencialmente divina. O Espírito é chamado Deus, At 5.3, 4; Senhor, 2Co 3.17; Ele é Eterno, Hb 9.14; onipresente, Sl 139.7; 1Co 3.16; onisciente, 1Co 2.10; onipotente, 1Co 12.4-11. A Ele é atribuída a sabedoria, Ef 1.17; bondade, Sl 143.10; criação, Jó 26.13; 33.4; especialmente da natureza humana de Jesus Cristo, Mt 1.20; Lc 1.35; inspiração, 2Pe 1.21; ressurreição de Cristo, Rm 8.11; 1Pe 3.18. Tanto a divindade como a personalidade do Espírito Santo são provadas fazendo-se ver que o Jeová do Antigo Testamento e o Espírito Santo do Novo Testamento são a mesma pessoa. Comparai At 28.25-27 com Is 6.8, 9; também, Hb 3.7 com Êx 17.7; finalmente Hb 10.15, 16 com Jr 31.31-34. Mas como a divindade do Espírito Santo é inseparavelmente ligada ao assunto da Trindade, seria supérfluo estender mais longe esta evidência. A Igreja grega nega que o Espírito Santo proceda do Filho (Filioque), e ensina que ele procede somente do Pai. Refutada em Jo 15.26; 20.22; Rm 8.9.
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